• 8 de August de 2022

Com Auxílio Brasil, “pobre come picanha, sim, senhor”, diz João Roma em vídeo que promove campanha

 Com Auxílio Brasil, “pobre come picanha, sim, senhor”, diz João Roma em vídeo que promove campanha

Num vídeo com intuito de se promover como viabilizador do Auxílio Brasil, o candidato ao Governo da Bahia, João Roma (PL), disse que, com o benefício criado durante a gestão Bolsonaro (PL), “pobre come picanha, sim, senhor”.

A fala está contida no vídeo postado nas redes sociais do postulante ao Palácio de Ondina, numa campanha de comparação entre o antigo Bolsa Família e o Auxílio Brasil.

Na peça publicitária, Roma ataca o PT e elogia o presidente. “Desde que começou a crise no governo do PT e se agravou com a pandemia, as famílias baianas tem tido dificuldade para colocar comida dentro de casa”, afirmou.

Ao lado de uma mulher que recebe o auxílio, o candidato foi ao mercado para comparar quais itens consegue comprar com o valor antes pago pelo Bolsa Família – R$ 189 em média – e o que dá para ser adquirido com o Auxílio Brasil. “Disseram que pobre não come mais picanha, mas, com o Auxílio Brasil, pobre come picanha, sim, senhor”, celebrou.

A propaganda faz parte do processo de tentativa de viabilização política de Roma na campanha para governador. Estacionado na terceira colocação nas pesquisas até o momento, ele seria derrotado por ACM Neto (União) e Jerônimo Rodrigues (PT) na eleição.

Desde o início da pré-campanha, o Auxílio Brasil é uma pauta reafirmada por Roma e por Bolsonaro. O benefício foi criado no fim do ano passado, durante a gestão dele como ministro da Cidadania.

À época, o Governo Federal promoveu manobra para garantir o auxílio dentro do orçamento. Foi enviada ao Congresso a chamada PEC Eleitoral, autorizou o governo Bolsonaro a gastar R$ 41,2 bilhões neste ano em benefícios, como o auxílio a caminhoneiros e taxistas.

Foi preciso aprovar uma Emenda à Constituição para driblar a lei eleitoral e o teto de gastos (regra que trava as despesas federais). Não há espaço no teto para um programa deste tamanho de forma permanente. Desta forma, ainda é incerto o valor de R$ 600 do auxílio para os próximos anos.

Joe Improta