Camaçari recebe projeto que celebra os 203 anos da Independência do Brasil na Bahia com imersão histórica para estudantes

Foto: Juliano Sarraf

A manhã desta quarta-feira (20) foi marcada por cultura, história e aprendizado no foyer do Teatro Cidade do Saber (TCS), em Camaçari, com a realização do projeto Rota da Independência. A ação, promovida pela Fundação Pedro Calmon, com apoio da Prefeitura de Camaçari e do Governo do Estado, integrou as comemorações pelos 203 anos da Independência do Brasil na Bahia.

O evento reuniu cerca de 400 estudantes da rede pública municipal e da Casa da Criança e do Adolescente, transformando o espaço em um ambiente de valorização da memória histórica e fortalecimento da identidade cultural baiana. A programação proporcionou aos participantes uma experiência educativa e interativa, aproximando os jovens de importantes marcos da história da Bahia e do país.

Rota da Independencia foto Juliano Sarraf
Rota da Independência na Cidade do Saber / Foto: Juliano Sarraf

Camaçari integra o grupo de 24 municípios baianos contemplados pela ação, que busca fortalecer o reconhecimento da luta do povo baiano no processo de independência do país, especialmente por meio da valorização do 2 de Julho como marco histórico e símbolo de resistência popular.

“Trazer essa experiência para os estudantes, principalmente aqui na Cidade do Saber, que é um equipamento que respira identidade e resistência, é realmente investir em consciência histórica e cidadania”, pontuou a secretária de Cultura de Camaçari, Elci Freitas.

A programação promoveu aula pública e apresentações culturais, trouxe a biblioteca móvel (Bibex), espaços tecnológicos com games educativos e experiências de realidade virtual. A atividade também teve a participação da Charanga Tropicana e do grupo Afro Raízes Ancestrais. As reflexões sobre memória, ancestralidade e formação cidadã foram conduzidas pelo professor e historiador Diego Copque e pela professora Amanda Sandes.

“Quando a juventude compreende a dimensão da luta do povo baiano pela independência, ela passa também a entender seu papel na continuidade dessa história. Afinal, a gente só pode falar e defender sobre o que a gente conhece”, endossou Diego Copque.

A educadora Amanda Sandes reforçou o impacto pedagógico da Rota da Independência ao unir conhecimento e experiência prática. “A educação ganha ainda mais potência quando o estudante consegue sentir, vivenciar e se reconhecer dentro da própria história”, disse.

A estudante Noemi Possidônio, 10 anos, da Escola Municipal Professora Maria José de Mattos da Conceição, ama estudar história e interagir com tecnologia. Para ela, a experiência ficará guardada na memória. “Não vou esquecer esse dia. Eu gostei bastante da parte dos games, pude mexer naquele óculos bacana. Foi incrível”, compartilhou.

Os óculos de realidade virtual, citados pela pequena Noemi, permitiram aos estudantes vivenciarem parte da história em “Metaverso no 2 de Julho – A Batalha de Pirajá”. O jogo de realidade virtual é desenvolvido pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e leva o jogador para vivenciar o conflito mais importante da Independência da Bahia. “Trouxemos por meio da tecnologia, conhecimento e diversão no contexto da batalha que aconteceu na nossa história. Isso permite aos estudantes saírem mais motivados e se interessando um pouco mais pela história da nossa cultura”, explicou o tecnólogo em jogos Matheus Farias dos Santos.

Ao ampliar o acesso à educação patrimonial, a Rota da Independência também conecta os jovens aos personagens históricos do 2 de Julho, como Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica, evidenciando a participação popular de negros, indígenas, mulheres, sertanejos e vaqueiros na consolidação da independência do Brasil. A passagem do projeto por Camaçari reafirma a importância do município no fortalecimento de políticas culturais, educativas e de preservação da memória.

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