A violência contra a mulher é um problema dos homens

Tagner Cerqueira, vereador de Camaçari

Conteúdo de Opinião

O Brasil vive uma explosão nos casos e feminicídio. Diante dessa realidade, não é possível deixar de tomar atitude. Não existe neutralidade contra a violência! Essa luta é nossa, de todas as pessoas. O feminicídio não é um problema exclusivo das mulheres. Qualquer pessoa com senso de justiça e respeito à vida precisa se envolver. Eu falo hoje como vereador, mas também falo, como filho, sobrinho e companheiro. Para ser mais enfático, é necessário dizer que o feminicídio é um problema criado por homens e que precisa ser enfrentado com firmeza e responsabilidade pelos homens.

Quando digo que precisa haver um grande movimento dos homens contra o feminicídio, estamos dizendo algo que parece óbvio, mas não é. É importante! Ou a gente enfrenta o problema, ou seguiremos sepultando os corpos femininos da nossa cidade e da nossa Bahia.

Considero importante dizer também que essa campanha não é contra os homens. Ela é contra um modelo de masculinidade que mata, agride, humilha e silencia mulheres. Os homens que estão nessa campanha são pais que querem ver suas filhas vivas. São homens que dividem espaços de trabalho com mulheres todos os dias. São jovens que não aceitam crescer aprendendo que amar é dominar. São homens que entendem que respeito não é favor, é obrigação.

Ser homem contra o feminicídio é chamar outros homens a essa responsabilidade. É intervir quando um amigo faz uma piada machista. É denunciar quando vê violência. É educar meninos para o cuidado, para o diálogo e para o respeito.

Como disse o presidente Lula, o Brasil só será um país justo quando nenhuma mulher for agredida pelo simples fato de ser mulher. Esse chamado do Presidente não é simbólico. É um chamado à ação. Nós, homens, precisamos sair do silêncio confortável e assumir um posicionamento público. Porque cada vez que um homem se cala diante da violência, ele ajuda a manter esse ciclo. Enfrentar o feminicídio é defender a vida. É defender a democracia. É garantir o direito das mulheres viverem sem medo.

Eu convoco os homens de Camaçari a assumir esse compromisso. Assumir as trincheiras desta luta! Enquanto houver uma mulher em risco, precisamos nos levantar para dizer basta. Proteger a vida das mulheres é responsabilidade de toda a sociedade e começa por nós!

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