Vergonha no apagar das luzes de 2025: Oposição tenta travar a comunicação, engessar o Executivo e assumir controle político da publicidade oficial

A oposição na Câmara de Camaçari pretende executar mais uma ação política que configura, na prática, uma tentativa de interferência nos poderes da Prefeitura. Após limitar o remanejamento orçamentário para 2% , medida que foi derrubada pela Justiça, enquanto no ano anterior cedeu 100% à gestão de Elinaldo, agora o foco é a imprensa da cidade, numa ação que busca controlar a comunicação do município.

O discurso adotado vem acompanhado de um tom de tentativa de controle, especialmente sobre os profissionais da comunicação da cidade. A primeira investida foi a tentativa de cortar pela metade o orçamento da publicidade da Prefeitura, verba que sustenta trabalhadores, empresas locais e pais de família, além de garantir que informações essenciais cheguem à população.

No último dia 8, o chamado pacote de restrições, liderado pelos vereadores Samuka, Herbinho e Dudu do Povo , membros da CCJ, avançou com a apresentação da Emenda Aditiva nº 23/2025 ao Projeto de Lei do Executivo nº 1185/2025. A proposta, na prática, engessa o governo municipal, ao impedir qualquer ampliação dos recursos destinados à publicidade ao longo do exercício financeiro.

O que chama ainda mais atenção é o fato de a própria Câmara ter ampliado seu orçamento de publicidade para cerca de R$ 9 milhões, enquanto tenta reduzir o da Prefeitura para aproximadamente R$ 3 milhões em 2026. A redução também passa pela Comissão de Orçamento, encabeçada pelos vereadores Jamessom, Jamelão e Herbinho. Essa postura revela uma intenção política que ignora a realidade das demandas públicas, como campanhas de saúde, educação, tributos, serviços e ações de utilidade pública que o Executivo precisa comunicar diariamente à população.

Pior ainda, a emenda condiciona qualquer reforço orçamentário à aprovação de uma lei específica, transferindo para os próprios vereadores o poder de decidir quando e como a Prefeitura pode informar a população. Trata-se de um movimento que ultrapassa a função fiscalizadora da Casa e transforma o orçamento em instrumento de pressão política.

Ao insistir nesse caminho, a Câmara deixa de cumprir seu papel institucional e passa novamente a atuar como um freio deliberado à gestão municipal, levantando um questionamento inevitável: até que ponto essas ações visam o interesse público e não apenas a ampliação de poder sobre as decisões do Executivo e sobre a comunicação independente no município?

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Câmara de Camaçari
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