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  • 27 de November de 2020

Morador de Dias D’Ávila é o 13º caso na Bahia com doença que deixa ‘urina preta’; Camaçari possui 3 casos

 Morador de Dias D’Ávila é o 13º caso na Bahia com doença que deixa ‘urina preta’; Camaçari possui 3 casos

Um morador de Dias D’Ávila que está internado em um hospital privado de Salvador é o 13º caso notificado da doença de Haff na Bahia este ano, segundo informou nesta sexta-feira (13) a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), que registrou o novo caso hoje. Três casos já haviam sido registrados ontem.

A doença de Haff é uma síndrome de rabdomiólise (ruptura de células musculares) sem explicação, e tem como sintomas ocorrência súbita de extrema dor e rigidez muscular, dor torácica, falta de ar, dormência e perda de força em todo o corpo, além da urina cor de café, associada a elevação sérica da enzima CPK, ligada à ingestão de pescados. A doença pode evoluir rapidamente com insuficiência renal e, se não for tratada, pode levar à morte.

A enfermidade pode afetar o rim pois a enzima CPK sai da fibra muscular entrando na corrente sanguínea, explica a diretora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, Márcia São Pedro. Ao aparecerem os sintomas, é preciso ir para a unidade de saúde para que o paciente possa ser hidratado nas primeiras 48h a 72h.

Em agosto de 2020, o município de Entre Rios registrou a ocorrência de três casos suspeitos de doença de Haff com relato de consumo de pescado. Cinco pessoas da mesma família comeram o peixe “olho de boi” e cerca de sete horas depois o primeiro deles, um homem de 53 anos, teve sintomas de fortes dores no corpo, tontura, náuseas e fraquezas. Outros familiares tiveram sintomas similares.

Em Salvador, nos meses de setembro e outubro, duas unidades hospitalares notificaram a ocorrência de seis casos da doença de Haff. Na capital, três enfermos foram hospitalizados. Já em novembro, houve o registro de três casos em Camaçari e hoje (13), um caso em Dias D’Ávila.

Segundo a diretora da Vigilância Epidemiológica, os três casos da doença registrados em Camaçari foram em pessoas da mesma família que relataram ter comido o peixe olho de boi. Os pacientes foram internados, mas passam bem.

Desde dezembro de 2016, quando surgiram os primeiros casos, a Bahia registra um único óbito em virtude da doença de Haff, ocorrida em 2017. Salvador chegou a registrar um surto da doença, com 65 casos investigados e incluídos no surto.

Recomendações
A Sesab orienta que aos primeiros sintomas a pessoa busque uma unidade de saúde imediatamente e identifique outros indivíduos que possam ter consumido do mesmo peixe ou crustáceo para captação de possíveis novos casos da doença.

Já os profissionais de saúde devem observar a cor da urina (escura) como sinal de alerta e o desenvolvimento de rabdomiolise, pois neste caso, o paciente deve ser rapidamente hidratado durante 48 a 72 horas. Anti-inflamatórios são contraindicados. Em caso de suspeita, a recomendação é de exame para dosagem de creatinofosfoquinase (CPK), TGO e monitorização da função renal.

São Pedro pede que os profissionais de saúde estejam atentos para notificar os casos da doença de Haff no estado. Com a notificação, a vigilância em saúde analisa os locais onde os pacientes de se alimentaram ou compraram o alimento para fazer a apreensão e a análise do pescado.

Em 3 de novembro, a Sesab e a Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS), por meio dos seus Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde, emitiram nota técnica para alertar os profissionais de saúde sobre a ocorrência de casos de doença de Haff para que os novos casos sejam identificados e investigados em menor tempo. O documento alerta que quadros com sintomas compatíveis devem ser notificados mesmo sem a possibilidade de realização de exame de CPK.

Com informações do Correio 24h

Redação