• 6 de March de 2021

Cartórios baianos contabilizam queda de quase 20% de registros de nascimento durante a pandemia

 Cartórios baianos contabilizam queda de quase 20% de registros de nascimento durante a pandemia

Uma pesquisa realizada pela Associação dos Registradores Civis das Pessoas Naturais (Arpen) concluiu que a Bahia registrou, em janeiro de 2021, uma queda de 18% no número de nascimentos, comparando ao mesmo período do ano passado. O oitavo menor número de pessoas nascidas em todo o Brasil.

Em todo o país, foram 244.974 novos registros feitos no período, comparando com 207.901 no ano passado. Na Bahia, 17.070 foram contabilizados em 2020 contra 13.995 pessoas registradas em janeiro deste ano.

O presidente da associação na Bahia, Daniel Sampaio, informou que o número, de fato, foi menor ao registrado no anterior e deve ser alterado nos próximos dias. No entanto, mesmo com a chegada de pessoas para o registro de novos baianos nascidos, a conta não deve aumentar a ponto de alterar este percentual.

“Nós verificamos que não houve número inferior ao registrado em 2021. O que significa que as famílias estão adiando o crescimento familiar. Este número ainda pode mudar porque as partes têm 15 dias após o nascimento para comparecer ao cartório para registrar as crianças. Mas acredito ainda que com os números que vão chegar aos cartórios nos próximos dias, essa alteração não será substancial, tendo em vista que os cartórios funcionaram durante todo o período da pandemia”, disse.

A jornalista Carolina Grimaldi, por exemplo, preferiu adiar os planos da maternidade por causa da pandemia. Segundo ela, a ideia seria engravidar em março de 2020, mas o medo por causa das condições da saúde atualmente fez com que esse planejamento fosse agendado para mais adiante.

“Eu tinha planos de engravidar em março do ano passado. Estava com tudo certo, feito todos os exames. Quando fomos surpreendidos com a pandemia. Naquele momento, com tudo desconhecido, eu fiquei com medo”, explicou.

A contadora Ana Paula Melo, no entanto, pensou diferente e decidiu não postergar o plano. Mesmo em meio à pandemia da Covid-19, no ponto de vista dela, tem sido possível manter o controle da gestação e os cuidados com a saúde em geral e lamenta não poder curtir este momento como em outros tempos.

“Quando a gente está gestante, quer exibir a barriga para todo mundo. É um momento tão lindo que a gente quer dividir com todo mundo. Mas infelizmente não está podendo da forma que a gente sempre fez”.

A médica Clarissa Cerqueira pensou do mesmo jeito e decidiu manter o sonho de ser mãe como havia planejado e não adiar por causa dos números de infecções pela Covid-19. Na observação dela, embora tenha calculado que gestantes com a doença possam ter complicações maiores que outras mulheres, optou em engravidar mesmo assim.

“Quando comecei a pensar que essa pandemia teve data de começo e não tem data de acabar, eu pensei que não posso adiar meus planos por causa disso. Eu consigo dar conta, fazer minhas medidas de prevenção que forem necessárias, mas não quero adiar viver minha vida por causa disso. E engravidei durante a pandemia”, explicou.

Redação