• 15 de June de 2021

Consórcio produz novo dossiê para reverter veto da importação da Sputnik V, diz Rui

 Consórcio produz novo dossiê para reverter veto da importação da Sputnik V, diz Rui

O Consórcio Nordeste, que reúne 9 Estados brasileiros, está preparando um novo documento para tentar reverter o veto da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) à importação emergencial da Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, de Moscou, em parceria com o RDIF (Fundo Russo de Investimento Direto). A coalizão de governos tem direito a 37 milhões de doses, quase 10 milhões delas ficarão com a Bahia.

O consórcio já havia remetido no último dia 29 de março à Anvisa um documento contendo 55 páginas com novas informações que ajudam a comprovar a “eficácia, qualidade e segurança da vacina”.

Durante entrevista à CNN Brasil na manhã desta terça-feira (4), o governador Rui Costa (PT), diz não compreender os motivos que levaram a reguladora a negar a importação. O petista afirmou que o processo foi motivado por uma “má vontade” do órgão, mas que, contudo, não “queria ser leviano” ao ponto de acusar o corpo técnico de “jogo político”.

“Estamos preparando relatórios de cientistas renomados brasileiros que sempre deram apoio ao Nordeste, com base em documentos que foram colocados à disposição da Anvisa, são muitos, mais de 20 mil páginas (…) Não quero ser leviano e fazer juízo de valor, mas, até hoje, sem querer ser chato, mas persistente, espero a explicação da Anvisa sobre o porquê entrar na Justiça para suspender a realização dos testes da Covid-19. O órgão, pelo renomado nome que tem, precisa dar uma explicação para o povo brasileiro e baiano. Talvez esteja acontecendo a mesma motivação, estou falando de uma ação judicial, não de achismo, a agência impediu os estados argumentando ser atribuição sua”, disse Rui.

Em março do ano passado, após a identificação dos primeiros casos do vírus no mundo, o governo da Bahia instalou barreiras sanitárias nos aeroportos do estado, mas foi impedida de continuar a realização de testes de Covid-19 em passageiros assim que a reguladora conseguiu na Justiça a competência para atuar e fiscalizar as áreas restritas dos desembarques. A medida foi bastante criticada pelo gestor baiano.

Com informações do BNews

Redação